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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Direito aos Dividendos e Ex-Dividendos

O direito aos dividendos ainda é uma incógnita para alguns. Para desmistificar esse X, iremos entender o jargão utilizado pelo mercado, para quem tem o direito de receber os proventos da empresa, parte destinada aos acionistas como dividendo ou JSCP (juros sobre capital próprio).

Para começar, o termo "ex" e "com" dividendos são utilizados para compreender o período que o acionista terá direito aos dividendos. 

Sobre esses termos citados, uma prática comum é o "efeito manada" de alguns investidores,que decidem comprar ações, após receberem a informação da distribuição do lucro, porém não entendem que o mercado não é "bobo", e o valor da ação virá deduzido do dividendo distribuído após o dia "com".

O jargão ex-dividendos, é utilizado para anunciar que a partir da data Y, o portador da ação não terá direito a receber os proventos do anúncio realizado para aquele exercício, já o termo "com", refere-se ao período que o tomador da ação terá direitos aos dividendos.

Exemplo prático seria: A empresa Mega-Solutions S.A, realiza o ex-dividendos para o dia 15 de agosto, segunda-feira, logo, o tomador do papel no dia 12 de agosto, receberá os proventos referentes aquele período, desde que, o pregão aconteça e o mesmo não se desfaça das ações, porque, caso venda antes do fechamento, estará passando o seu direito à outrem. Não difere muito para o dia com-dividendos, quer dizer que a partir daquela data, o tomador da ação terá direito a receber os proventos.

Alguns especuladores agem com dividendos, utilizam de estratégias para alcançar o seus objetivos, com isso pode-se ouvir estratégias diversas, como: ficar com o prejuízo contábil para abater no IR; esperar valorizar para tirar um lucro com a ação, antes de ficar ex-dividendos, e utilizar os dividendos para comprar novas ações.

Antes de finalizar essa postagem, venho recomendar a página tabela de dividendos. Através dessa página, o leitor poderá ficar atento às datas ex-dividendos, das empresas listadas na BM&FBovespa.

Outros links que deram alguma base para essa postagem, com mais informações sobre o tema: 1, 2 e 3.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Modelo de Ohlson(1995) - 2

Essa é a segunda postagem sobre o Modelo de Ohlson, quem não viu a primeira, poderá ter acesso clicando aqui.

As três premissas que dão base teórica, e permitem ao avaliador realizar uma modelagem estatística para descobrir o valor da firma, foram apresentadas na publicação anterior sobre valuation, onde introduziu-se a avaliação de empresas e o modelo de Ohlson(1995).

Esta publicação, terá como foco a análise dessas premissas que embasam o modelo.

 A análise do modelo é dividida em duas vertente: a primeira com base nos lucros residuais e a outra com foco nas outras informaçōes, não contábeis. Essa última é definida pela dinâmica das informaçōes lineares.

Partindo do MDD, modelo de desconto de dividendos e ALR, avaliação pelo lucro residual, em conjunto determinam o valor de mercado, risco neutro. Visando o investidor, a parte que lhe cabe será proporcional ao valor presente do fluxo de dividendos. O modelo MDD é fundamentador para o modelo ALR, que por sua vez é um pressuposto quanto ao valor da empresa relacionado ao valor presente do dividendos futuros.

Com o uso do lucro, valor contábil do PL e a relação do Clean Surplus, o MDD é escrito como um modelo de desconto de números contábeis. Dessa forma, o modelo estima o valor da empresa, através do somatório dos investimentos de capital e o valor presente descontado do lucro residual das atividades futuras.

As outras informaçōes, são os lucros residuais futuros não reconhecidos pela contabilidade que respondem aleatoriamente em função da DIL, dinâmica de informaçōes lineares.

O material pode ser acessado em Modelo de Ohlson(1995)

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Valuation - utilização do Modelo de Ohlson (1995)

A avaliação de empresas é um processo onde há a conversão de uma visão futura (projeção) em um aproximação do valor da empresas ou de uma parte dela no tempo presente.

A literatura de finanças dispõe de vários modelos para estimar o valor de uma empresa, porém, as diferenças aparecem na abrangência das informação e da sua aplicabilidade. A exemplo dos mais comuns, citam-se aqueles baseados em dividendos, como: valor presente do fluxo de caixa futuro, em múltiplos de mercado e informaçōes contábeis.

O modelo de Ohlson(1995), representou um grande passo para as finanças, já que a avaliação de uma empresa pode ser considerada o ponto chave das tomadas de decisões, quanto melhor a predição do valor da companhia mais justo será a realização do negócio. O modelo, direciona teoricamente o analista a realizar uma modelagem estatística de valoração de empresas.

O modelo é mais completo do que os supracitados, pois conseguiu levar em consideração as informaçōes contábeis e as outras informaçōes, não contábeis (que ainda não estão, mas que estarão no futuro na contabilidade). O uso dessas informaçōes é imprescindível para valorar um empresa, pois está relacionado a um valor intangível, que vai da percepção do avaliador, totalmente subjetivo.

O modelo é baseado em três premissas:

1) Os modelos de avaliação pelo lucro residual (ALR), e modelo de desconto de dividendos, associados determinam o valor de mercado;
2) A relação do lucro limpo, onde todas as alteraçōes no PL passam pelo lucro; e
3) A DIL, dinâmica de informaçōes lineares, representam as outras informaçōes sobre lucros residuais futuros.

Uma aplicação do modelo pode ser vista no link a seguir: Valuation - Ohlson


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Análise técnica a hipótese de mercado eficiente

Essa é uma das melhores definições de análise técnica em conjunto com a hipótese de mercado eficiente que eu já vi.

Eu ia traduzir, mas achei melhor deixar assim. Aproveitem para praticar o inglês!

Fonte: https://twitter.com/NickatFP/status/569749483736559617/photo/1

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Material para a aula de amanhã

Os materiais para aula sobre precificação de ativos (nas próximas aulas estudaremos o modelo CAPM padrão) poderão ser acessados aqui. Além dos slides, eu disponibilizei algumas planilhas.

Até amanha!

Fonte: http://quarterview.com/?p=989

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Insider trading, governança corporativa e o valor das ações

Após um longo processo, foi publicado hoje o número da Revista de Administração da USP com um artigo escrito por mim, Orleans Martins e Edilson Paulo sobre o tema que dá título a essa postagem. Esse artigo foi premiado como melhor trabalho da área de mercado de capitais no Congresso USP de 2012.

O título do artigo é Avaliação de empresas e probabilidade de negociação com informação privilegiada no mercado de capitais brasileiro.

http://www.secureworldexpo.com

Um dos achados interessantes é que a "assimetria informacional" tem influência no preço das ações, principalmente para as ações daquelas empresas que estão listadas nos níveis diferenciados de governança corporativa (isso é bem interessante). Esse achado corrobora o modelo teórico de Grossman e Stiglitz (1980) que tratam sobre a impossibilidade de o mercado ser totalmente eficiente, onde o mercado se equilibra em um ambiente de desequilíbrio (paradoxo de Grossman e Stiglitz).

Como principais implicações para os participantes do mercado, destacam-se as seguintes: 1) há uma alta probabilidade de negociação com informações privilegiadas; e 2) a geração de informações ainda não divulgadas formalmente é utilizada, de forma indireta, pelos participantes do mercado, à medida que são divulgadas pelas negociações dos insiders. Com base nisso, os investidores podem, à medida que percebem movimentos anormais, traçar estratégias baseadas nesse volume de negociações, fato já
explorado desde a década de 1960 (Rogoff, 1964; Jaffe, 1974), estratégia essa que no Brasil é bem limitada (causando prejuízos aos investidores) pela Instrução CVM 358 (isso também foi explorado em um outro artigo nosso apresentado no Congresso da USP de 2014 - O lado B do insider trading).

Com isso apresentamos mais evidências que mostram que a ICVM precisa ser revista, de modo que os investidores possam melhor se proteger da atuação dos insiders.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Artigos aprovados no SEMEAD

Ontem à noite foram divulgados os artigos aprovados no SEMEAD


Dois artigos nossos foram aprovados:

Assimetria Informacional e o Preço das Ações: Análise da Utilização das Redes Sociais nos Mercados de Capitais Brasileiro e Norte Americano 

Autores: Marcelo Paulo de Arruda, Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão e Wenner Glaucio Lopes Lucena

PREÇO DA AÇÃO, DISCLOSURE E ASSIMETRIA DE INFORMAÇÃO: O CASO OGX  

Autores: Orleans Silva Martins, Edilson Paulo e Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão

Quando os artigos estiverem disponíveis online eu farei um breve resumo prático e os disponibilizarei para download.

sábado, 26 de abril de 2014

Lista de artigos que serão apresentados em sala

Conforme combinado na última aula, seguem os links para download dos artigos que vocês apresentarão (alunos de Fundamentos da Análise de Investimentos).

Esses artigos são todos dos eventos da nossa área que ocorreram no ano passado.

Os alunos que ainda estão sem grupo, porque faltaram a aula de ontem, poderão escolher seus artigos na próxima aula.


15. AINFLUÊNCIA DO ÍNDICE BOOK-TO-MARKET E DO ROE NA EXPLICAÇÃO DOS RETORNOS DASAÇÕES BRASILEIRAS

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Olho do tigre em alta frequência

 
  Um bom trader sabe que tudo que vemos agora já aconteceu a 1 segundo atrás e não importa o que façamos, isso é o delay do nosso cérebro. Parece pouco, mas muita coisa pode acontecer e muitas oportunidades podem ser perdidas em 1 segundo e, portanto, chegar 1 segundo atrasado pode custar caro no mercado financeiro. Para se conseguir executar uma operação no book de oferta deve-se ter agilidade para pegar o melhor preço e a melhor posição na fila de compra ou venda, 1 segundo faz toda a diferença. 

   Para suprir o delay de nossas mentes, alguns traders criam algoritmos que programam suas operações em milésimos de segundos, as chamadas operações de alta frequência, evitando que a operação seja perdida por má colocação e custos desnecessários de operações. Muitos players estudam e execultam seus setup's de algoritmos ganhando posições em frações de segundos continuamente em diversos mercados. É basicamente criar uma lei de risco para sua carteira e a partir de então programá-la via acionamentos de start's e stop's sucessivos. O filme "Quants - Os alquimistas de Wall Street" explica melhor como a programação é usada no mercado financeiro.


Contudo, apesar de não existir a regulamentação devida para esse tipo de prática, instituições operadora do mercado vem atuando contra esse tipo de prática.

As grandes casas de operações estão criando mecanismos de bloqueio contra os operadores de alta frequência, esse bloqueio varia entre algumas frações de segundos de forma aleatória abrindo espaço para outros tipos de operadores e operações.  

    O Valor Econômico mostra que esse tipo de operação é mais vista e vem sendo mais praticada no mercado de contratos de câmbio visto o alto volume e giro financeiro diário.
   Confira na integra o preço da alta tecnologia nos mercados financeiros aqui.

  

    

terça-feira, 1 de abril de 2014

Desatenção dos investidores faz ação subir 90%

Quem acompanha o meu outro blog (Contabilidade & Métodos Quantitativos) já viu um caso semelhante (veja aqui). Dessa vez o responsável foi o Facebook, que em uma aquisição fez com que os investidores se confundissem (estou sendo sarcástico aqui). A aquisição foi da Oculus Innovative Sciences (a ação subiu 8%), porém as pessoas passaram a comprar ações da Oculus VisioTech (que subiram 90%! kkk).



As pessoas precisam ser mais cuidadosas, principalmente em seus investimentos...