Semana passada, conversando com uma amiga, fui informado de que um bancário tentou pegá-la na falta de educação financeira (infelizmente, para ele, ela é bem educada financeiramente). O indivíduo a questionou (quando ela foi antecipar algumas parcelas de um financiamento) se ela gostaria de antecipar as parcelas dos próximos meses ou as do final do contrato - sem explicar as diferenças.
 |
| Fonte: http://www.halllendinggroup.com |
Uma pessoa que tem alguma educação financeira optaria por antecipar as últimas, já que está pagando juros. A exceção é que ela não tenha nenhuma outra oportunidade de investimento que renda mais que os juros do financiamento e que ela precise do dinheiro nos próximos meses (nesse caso seria melhor deixar o dinheiro aplicado em alguma opção com liquidez). Quando questionado sobre a quantidade de pessoas que optam por antecipar as próximas parcelas, no lugar das últimas, o indivíduo afirmou que muitas pessoas fazem isso, por preferir ficar livre de pagamentos nos próximos meses. Infelizmente temos muitas pessoas que agem sem nenhuma ética e não se preocupam em informar bem os seus clientes.
Lembrei dessa situação quando vi hoje (03/02/2014) uma notícia falando sobre
8 motivos para não se fazer uma previdência privada. Por curiosidade resolvi ler e acabei encontrando um outro caso onde funcionários de instituições financeiras se aproveitam da falta de educação financeira de seus clientes.
O caso foi o seguinte: uma senhora de 65 contratou uma previdência privada onde só poderia resgatar aos 99 anos, ou após 2 anos com deságio de 35%. Segundo ela, o funcionário informou-a de que poderia resgatar em 6 meses - o que não ocorreu (
leia mais aqui).
Esses casos nos alertam sobre a importância da educação financeira e para a observância da ética em nosso trabalho. Podemos atrapalhar a vida de muita gente, simplesmente por ganância. Cuidado com suas decisões. Como dizia Gordon Gekko (do primeiro Wall Street):
greed is good. Porém eu digo para termos cuidado como o nível de ganância - todos nós sabemos o que aconteceu com ele (Gekko).