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terça-feira, 1 de março de 2016

Piora Fiscal afeta preço de LFT

A deterioração rápida e intensa da avaliação de risco de crédito do Brasil tem afetado os preços das Letras Financeiras do Tesouro (LFT, títulos pós-fixados). O Tesouro aceitou negociar LFT com os maiores deságios em quase um ano. Na prática, isso significa que o Tesouro tem aceitado vender LFT a preços mais baixos. Esses papéis têm característica de porto seguro, já que têm a rentabilidade atrelada à variação da Selic.

  As LFT voltaram a ser vendidas com "desconto" a partir de 21 de janeiro. No último leilão de LFT, em 18 de fevereiro, por exemplo, o Tesouro chegou a negociar esse papel com deságio de 0,0100% ao ano - o maior desde abril do ano passado. Trata-se de um deságio pequeno, insuficiente para gerar qualquer tipo de desequilíbrio no mercado no curto prazo. Por ora, profissionais consultados não acreditam que as movimentações recentes nos preços possam afetar significativamente a rentabilidade e patrimônio dos detentores de LFT.

  Para o doutor em economia e Professor do Insper João Luis Mascolo, a queda dos preços das LFT chama atenção por ser um papel considerado livre de risco de mercado - ou seja, não importa o rumo da política monetária, a LFT garante ao investidor um retorno equivalente à Selic. "Portanto, se mesmo a LFT, que é livre de risco de mercado, está caindo, é porque há um descrédito cada vez maior na capacidade do governo de gerenciar a dívida. Acho que a situação já está insustentável, e os preços da LFT podem deixar isso cada vez mais claro."

Fonte: Valor

sábado, 19 de setembro de 2015

Rating Brasil versus Títulos Públicos

Como falado na última publicação sobre o Rating Brasileiro, a consequência do rebaixamento da nota acarreta em aumento do custo de financiamento, aumento do risco das empresas, valuation sofre depreciação e por consequência fuga de capitais.

A tendência, teoricamente, é que o empresário/empreendedor busque operar seu capital fora do país ou alocar seu capital em um investimentos de risco mínimo e bom retorno.

Nessa segunda hipótese cabe saber o que acontece com os títulos públicos frente ao rebaixamento da nota de rating do pais.

  Como o rating Brasileiro caiu para um patamar de especulação, pode-se dizer que o risco de calote aumentou para essa economia e portanto o pagamento de suas dívidas não é mais tão garantido como antes. Os títulos públicos também são incluídos nessa conta que por sua vez contabilizam na disparada dos prêmios de risco e consequentemente no retorno desses papeis. 

  Para compreender melhor o movimento segue a matéria do Infomoney.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Investimento sólido: Títulos Públicos Federais


Eis o título da “moda”, os títulos públicos foram e talvez continuem sendo por muito tempo o investimento mais seguro do século 21. A garantia de rentabilidade dos títulos federais está atrelada a economia da Nação, sendo assim o investidor somente não receberia seu prêmio pelo investimento se o governo declarar uma moratória, ou seja, alguém que aplique dinheiro neste tipo de investimento, só não receberia o seu retorno se o governo decretasse falência e cancelasse todos tipos de pagamentos.

Este tipo de investimento serve ao governo como um arrecadador de recursos, dessa forma quando alguém investe em um tipo de papel destes, está de certa forma emprestando dinheiro ao governo e é remunerado por isso com os rendimentos da aplicação, no entanto os títulos públicos são para aqueles que procuram por um tipo de investimento duradouro, pois ao preferir resgatar o dinheiro antes do tempo pré-determinado, o investimento pode sofrer um deságio grande (assim como uma forte valorização), fazendo com que o investimento não valha a pena (ou valha muito, em caso de valorização). Este fenômeno acontece sazonalmente em tempos de crise, onde as pessoas com receio de perder seus valores investidos, correm para resgatar o dinheiro aplicado.   Todavia, se o investidor segurar o título até o vencimento, receberá exatamente o quanto foi acordado no ato da compra.

O título público também serve ao governo como controle da política monetária, ou seja, sempre que o governo desejar reduzir a quantidade de papel moeda existente na economia o mesmo emite papéis.
Dessa forma o Brasil é um país com a economia razoavelmente sólida, sem grandes históricos de calotes, ou cancelamento de seus pagamentos, e isto de certa forma favorece os títulos públicos federais tornando-os cada vez mais sólidos e em evidência na economia do país.

Fontes:
http://www.infomoney.com.br/onde-investir/renda-fixa/noticia/3843696/titulo-publico-melhor-aplicacao-deste-seculo-afirma-estudo
https://www.bungeprev.com.br/bungeprev/bungeprev/conteudo.jsp?cd_pasta=192&s=187&f=189