Esse blog foi criado com o objetivo de ser mais uma ferramenta de ensino e divulgação de matérias, artigos, exercícios, dicas etc relacionadas a Finanças empresariais e pessoais.
O blog é mantido pelo monitor da disciplina de Finanças Aplicadas (Ciências Atuariais - UFPB).
No dia dia
09/09 o Brasil, através da avaliação da agência de risco Standart&Pools,
perdeu o grau de investimento que
definia o país como um local seguro para se investir e migrou para um patamar
de especulação, uma situação não confortável para os grandes fundos de
investimentos mundiais.
Atualmente
existem 3 grandes casas de rating que servem de referência para avaliação de
risco: Standart&Pools, Moody´s e Fitch.
A consolidação do risco depende da
confirmação de pelo menos 2 dessas casas. Em resumo, o peso da avaliação dessas
agências define, ou pode definir, a direção dos investimentos no mundo.
No caso
do Brasil essa classificação de risco deve se configurar na fuga de capitais estrangeiros
principalmente de grandes fundos de investimentos e pensões, aumento do custo
de financiamento em termos gerias no país, bem como o aumento do risco país -
EMBI.
A
grande consequência desta classificação a primeira vista e teoricamente é a
disparada do dólar, queda de preços dos principais ativos na BM&FBOVESPA e
por regra a forte queda do índice IBOV, na integra o dia 10/09 foi de forte
tensão no começo do pregão, principalmente antes da abertura.
Contudo o BACEN
injetou em torno de 100K na venda do dólar segurando a cotação, amenizando um
pouco a variação. Houve uma forte queda do IBOV no início do pregão que também
foi amenizada nas horas seguintes, fruto da expectativa dos investidores frente
ao discurso do presidente do BACEN Joaquim Levy que, no meio da tarde, não
deixou nada claro a respeito das medidas a serem tomadas a respeito do rating.
O que foi importante entender nessa última semana é que o mercado especulativo
não obteve a reação negativíssima que se esperava com o corte do grau de
investimento.
Cabe
entender que os principais Estados produtivos do Brasil já estão tendo suas
notas de rating rebaixados bem como os grandes bancos como Banco do Brasil,
CEF, ITAU etc…. Em um país de grande diversidade, o custo de financiamento está com grande probabilidade de aumentar, espantando investidores de todo mundo. A tendência
é que a Valuationdas empresas brasileiras
tendam a mostrar inviabilidade de insvestidoras estrangeiras frente a empresas
que estão em países que detém o almejado grau de investimento, principalmente
pelo confronto da taxa livre de risco versus custo de financiamento e o aumento
do fator especulativo dessas empresas visto o possível aumento do risco país,
fato quase certo.
Segue abaixo
algumas das notícias que selecionei sobre o tema:
A Moderna Teoria Financeira (cujo Big Bang foi originado por Markowitz lá na década de 1950) já nos falava sobre a importância da diversificação com o objetivo de reduzir riscos. As avós das nossas avós também já diziam para não colocarmos todos os ovos na mesma sacola, para reduzir o risco de quebrar todos eles de uma só vez.
Só nos últimos dois anos, a Lupatech teve quase 70% de sua receita atrelada à nossa "estatal".
Caso semelhante aconteceu com o Grupo EBX. As empresas eram muito interligadas, quando houve o problema inicial com uma delas, desencadeou problemas nas demais.
Diversificar é preciso, apesar de alguns não concordarem (Warren Buffet chegou a dizer uma vez que era burrice... vai saber o que ele tem em mente).
O livro citado no título dessa postagem foi produzido por Professores do Departamento de Administração da UnB e pode ser adquirido clicando aqui. O primeiro capítulo trata de modelos de gestão de caixa e pode ser acessado gratuitamente.
Parabenizo especialmente o Professor Ivan Ricardo Gartner, um dos autores. Ivan foi meu Professor no curso de Análise Multivariada no doutorado. Disciplina muito útil. Por isso tenho certeza de que o livro também será muito útil aos interessados no tema.