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terça-feira, 15 de novembro de 2016

O que é valuation? [vídeo em 2 minutos]


Esse vídeo, da Valore, explica bem didaticamente o que é valuation e para que serve.

 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Mensurando os lucros

Nesta aula veremos, inicialmente, algumas definições, com foco no CAPEX (que será utilizado para calcular o Fluxo de Caixa Livre) e entraremos no caso do ajuste da despesa de P&D nos lucros (como sendo um dos diversos ajustes que são possíveis).

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Indicadores de valor no Brasil

Segue uma fonte de indicadores de valor no Brasil, indicada pelo Professor Eduardo Becker.

Talvez isso possa ajudar vocês em suas valuations, usando como análise de sensibilidade, por exemplo.

sábado, 16 de julho de 2016

Quem é esse Pokémon?! Valor de mercado da Nintendo sobe 70%

Eu ainda não instalei o Pokémon Go no meu celular (tentei, mas descobri que ainda não está liberado no Brasil), mas confesso que estou um pouco curioso. Eu gostava de assistir ao desenho e jogar alguns jogos durante a minha infância/adolescência, então acho que será legal relembrar o passado.


Contudo, supondo que esse aumento de 70% no valor de mercado da Nintendo (que investe na The Pokémon Company) tenha sido por causa do Pokémon Go: será que isso é sustentável, ou em breve deve haver uma "reversão à média"? Será que não houve uma espécie de overreaction com o hype gerado pelo lançamento do jogo? 

Até onde eu sei (não tenho acompanhado muito a área) a Nintendo tem tido alguns problemas, pois não tem conseguido concorrer com a Sony e a Microsoft no mercado de video games (consoles). 

Qual é o jogo que você lembra de cabeça, exclusivo dos consoles da Nintendo? A franquia de Mario, apenas... 

Além disso, os jogos da Nintendo são "muito de criança", o que pode limitar as vendas, dificultando a concorrência com as demais (aqui você pode ver que a Nintendo está perdendo feio o market share de vendas de consoles). O Xbox 360 e One da Microsoft, por exemplo, agradam a qualquer faixa etária.  O Kinect, além de agradar a qualquer faixa etária, é muito melhor do que aqueles "controles" que temos no Wii.

Milhões de unidades de consoles vendidos pelo mundo


O valor de uma empresa deveria ser gerado pela expectativa de fluxos de caixas que essa empresa pode gerar para os seus investidores, em valor presente. O fluxo de caixa é dependente da capacidade de geração de receitas. Assim, a Nintendo além de estar perdendo na venda de consoles, ainda está longe do top 3 dos editores de jogos, conforme o gráfico abaixo

A Sony, que é a líder do mercado, tem próximo a 3 vezes mais receitas do que a Nintendo, que está em 4º lugar. Para entrar no top 3, a Nintendo deveria quase dobrar sua receita e esperar que a Microsoft estagnasse. Será possível?

Receita dos editores de video games em bilhões de euros

Como a Nintendo pode aumentar tanto o seu valor de mercado dados esses números e com um jogo gratuito, como é o Pokémon Go? Pensem sobre isso!

P.s.: existem muitas outras variáveis que devemos analisar, porém não tive acesso a demonstrações financeiras da empresa. Estou analisando apenas esses números apresentados e desconfiando muito desse aumento no valor de mercado. 

Eu também pensei em algumas respostas para as perguntas que lancei acima. Contudo deixarei só as perguntas, para que os meus alunos e leitores também pensem sobre elas. 

terça-feira, 14 de junho de 2016

Microsoft tem "caixa", mas capta recursos com terceiros para adquirir Linkedin

Com USD 100 bilhões em caixa e equivalentes, a Microsoft optou por captar recursos com terceiros para financiar a compra do Linkedin. Pode parecer estranho para alguns, mas nós sabemos que existem diversas vantagens em se ter dívida (redução do pagamento de tributos e redução de problemas de agência, pelas covenants são alguns exemplos).

 No caso da Microsoft, a Bloomberg listou duas vantagens:

  1. A maior parte do caixa e equivalentes da Microsoft está no exterior (97%) e, para repatriar, a Microsoft teria que pagar 35% em tributos; e
  2. Com o benefício tributário da dívida (redução da base de cálculo do imposto de renda), estima-se que a Microsoft possa economizar aproximadamente USD 9 bilhões em tributos só em 2016 e mais alguns milhões nos próximos anos.
O problema dessa estratégia é que a inclusão de mais dívida na estrutura de capital aumenta o risco de falência implicando aumento da pressão por um downgrade no credit rating da empresa - como já vem acontecendo, uma vez que a Microsoft tem muito dinheiro fora dos EUA, mas pouco dentro (3% do caixa e equivalentes).






quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Apresentações dos trabalhos finais

Aqui estão algumas fotos dos trabalhos que foram apresentados como requisito para a nota final da disciplina.

Parabéns a todos que concluíram e que se dedicaram a esse trabalho.

Obrigado também aos monitores pelo auxílio. Até a próxima!

























sexta-feira, 6 de novembro de 2015

O poder do g

Turmas, na aula de quarta-feira uma aluna estava me mostrando sua planilha de valuation achando que o valor dela tinha ficado muito alto: a ação está sendo negociada a R$ 16,00, enquanto que sua avaliação apontava para R$ 70,00.

Boa parte disso se deu por causa da taxa de crescimento utilizada na perpetuidade (g). Ela usou 12% no período dos 5 anos iniciais e na perpetuidade.

Tenham cuidado com o uso do g na perpetuidade. Fizemos uma simulação com 5% na perpetuidade e o valor da ação desceu para R$ 30,00 - mais próximo do valor "real". Lembrando que não existe muita certeza nisso, existe argumentação e confiança nas suas escolhas.

Vejam o post sobre as projeções do PIB no longo prazo aqui.


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Aula de amanhã: questões sobre o beta total

Turmas, lembrem que postei algumas questões no dia 26/10 e alguns materiais. Imprimam ou salvem os materiais em seus computadores e levem para a aula de amanhã, pois vocês terão que responder algumas questões.

O post do dia 26/10 trazia esse conteúdo:

Questões teóricas (para responderem a essas questões, vejam esse post e os slides que utilizamos nas últimas aulas):

1.Se uma empresa fechada não negocia ações em bolsa, como eu posso estimar o beta dela? Explique para o seu cliente (que não entende do assunto - evite termos técnicos), entre 10 e 15 linhas. Defina as metodologias e apresente as vantagens e desvantagens de cada uma delas.

2.Considerando que você precisa utilizar o bottom-up para estimar o beta de uma empresa fechada, o que você levaria em consideração para escolher as empresas comparáveis?

3.Como o beta total e o coeficiente de correlação entre a empresa e o mercado poderiam ser estimados para uma empresa fechada? Dica: considere a metodologia bottom-up.

4.Se a valuation estiver sendo feita com o propósito de IPO, não é necessário fazer o ajuste no beta, para a diversificação. Por quê?

5.No caso de uma venda de empresa para um investidor individual, deve haver o ajuste da diversificação no betal (beta total)?

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Questões teóricas e planejamento das próximas aulas

QUARTA-FEIRA (28/10):
Nossa aula de quarta-feira será para tirar dúvidas das suas valuations, no laboratório.

Como eu disse, é para tirar dúvidas. Vocês chegaram com opções e nós discutiremos qual deve ser a melhor.

Por exemplo: você está com dúvida sobre como estimar o crescimento da empresa. Chegue com duas opções, apresente o motivo da dúvida para a turma toda e nós discutiremos qual poderia ser a melhor.

QUARTA-FEIRA (04/11):
Após isso, na aula da outra quarta-feira, já que segunda é feriado, vocês me entregarão as respostas as respostas das questões abaixo. Quando todos me entregarem, discutiremos sobre elas. Caso tenham mais alguma dúvida sobre a prova, o tempo restante da aula será destinado a isso.

A aula de hoje os monitores responderão a questão prática de valuation, na semana que vem discutiremos sobre as teóricas e na semana seguinte será a nossa prova (09/11/2015, com questões teóricas e uma valuation, com base nos dados que darei na prova, semelhante ao exercício que vocês fizeram e que corrigiremos hoje).

Questões teóricas (para responderem a essas questões, vejam esse post e os slides que utilizamos nas últimas aulas):

1.Se uma empresa fechada não negocia ações em bolsa, como eu posso estimar o beta dela? Explique para o seu cliente (que não entende do assunto - evite termos técnicos), entre 10 e 15 linhas. Defina as metodologias e apresente as vantagens e desvantagens de cada uma delas.

2.Considerando que você precisa utilizar o bottom-up para estimar o beta de uma empresa fechada, o que você levaria em consideração para escolher as empresas comparáveis?

3.Como o beta total e o coeficiente de correlação entre a empresa e o mercado poderiam ser estimados para uma empresa fechada? Dica: considere a metodologia bottom-up.

4.Se a valuation estiver sendo feita com o propósito de IPO, não é necessário fazer o ajuste no beta, para a diversificação. Por quê?

5.No caso de uma venda de empresa para um investidor individual, deve haver o ajuste da diversificação no betal (beta total)?

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Aula de amanhã: o beta total

niciasouza.wordpress.com
Antes de qualquer coisa: esse não é o betal total que vocês devem estar pensando. Não tem nada a ver com gravidez!

Na aula de amanhã vocês me entregarão a resposta do exercício que passei ontem, nós corrigiremos e eu entregarei mais alguns exercícios - porém mais teóricos.


Recomendo que pesquisem na internet sobre "total beta" ou "beta total" e levem anotações.

Algumas sugestões de links (pesquisem mais):

  1. Site de Damodaran;
  2. Wikipedia; e
  3. Artigo brasileiro de valuation com o uso do beta total.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Avaliação pelo fluxo de caixa livre e empresas fechadas

Os slides utilizados na aula de ontem e que serão utilizados também na aula de segunda-feira, podem ser acessados abaixo.

O artigo que eu comentei com vocês quando falei da relação entre a teoria da agência (veja mais sobre isso aquiaqui e aqui) e o fluxo de caixa livre pode ser acessado clicando aqui (o artigo que falei sobre caixa e desempenho é o número 2 desse post).



terça-feira, 4 de agosto de 2015

Modelo de Ohlson(1995) - 2

Essa é a segunda postagem sobre o Modelo de Ohlson, quem não viu a primeira, poderá ter acesso clicando aqui.

As três premissas que dão base teórica, e permitem ao avaliador realizar uma modelagem estatística para descobrir o valor da firma, foram apresentadas na publicação anterior sobre valuation, onde introduziu-se a avaliação de empresas e o modelo de Ohlson(1995).

Esta publicação, terá como foco a análise dessas premissas que embasam o modelo.

 A análise do modelo é dividida em duas vertente: a primeira com base nos lucros residuais e a outra com foco nas outras informaçōes, não contábeis. Essa última é definida pela dinâmica das informaçōes lineares.

Partindo do MDD, modelo de desconto de dividendos e ALR, avaliação pelo lucro residual, em conjunto determinam o valor de mercado, risco neutro. Visando o investidor, a parte que lhe cabe será proporcional ao valor presente do fluxo de dividendos. O modelo MDD é fundamentador para o modelo ALR, que por sua vez é um pressuposto quanto ao valor da empresa relacionado ao valor presente do dividendos futuros.

Com o uso do lucro, valor contábil do PL e a relação do Clean Surplus, o MDD é escrito como um modelo de desconto de números contábeis. Dessa forma, o modelo estima o valor da empresa, através do somatório dos investimentos de capital e o valor presente descontado do lucro residual das atividades futuras.

As outras informaçōes, são os lucros residuais futuros não reconhecidos pela contabilidade que respondem aleatoriamente em função da DIL, dinâmica de informaçōes lineares.

O material pode ser acessado em Modelo de Ohlson(1995)